
No começo, confesso, a idéia de dar o cu não me agradava nem um pouco. Eu tinha um certo preconceito contra essa forma de prazer - pensava que fosse coisa de mulheres caretas que queriam levar uma vida sexual ativa e guardar a virgindade para entregar ao marido na noite de núpcias. Isso era muito comum na minha época, acredite. Depois que comecei a transar, com 18 anos, passei tempos e tempos dizendo não aos meninos que me pediam para entrar pela porta dos fundos. Até uma noite em que - veja só que chique - lendo as cartas que o escritor irlandês Jaymes Joyce escreveu para sua mulher, Nora Barnacle, me dei conta de que essa pode ser uma forma de prazer como outra qualquer. Joyce dizia com todas as letras que comeria o cuzinho de Nora quando a encontrasse novamente. E descrevia detalhe por detalhe como faria isso... confesso que fiquei com vontade de experimentar.
Hoje eu adoro. Tem até um poema da Adélia Prado que fala do tema. Veja que gracinha:
Objeto de Amar
]
De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem que me oprima a sensação de um roubo:
cu é lindo!
Fazei o que puderdes com esta dádiva.
Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.
Eu também amo! Sentir aquela sensação poderosa nos invadindo em um ponto sensível e vulnerável do nosso corpo nos deixa sublimadas. Nos transform em mulheres mais poderosas do que ousamos ser. Algumas amigas dizem que não dão o cu porque isso dói. Eu digo: se você não tiver medo, não doerá.
Relaxe: de ladinho pode ser a melhor forma de começar a praticar essa arte. Use um bom lubrificante. Eu gosto do KY Hot. Algumas amigas preferem o convencional, que é geladinho. Tem gente que usa òleo Johnson's, azeite de oliva, manteigã Aviação (sem sal!). Relaxe. Na hora que ele quiser entrar, abra bem a boca. Duvido que você consiga ficar o cu contraído se estiver com a boca bem aberta. No mais, aproveite. Isso é muito bom. Uma delícia. Curta e desfrute.
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