
Mais ou menos três anos atrás, meu marido me deu de presente um garoto de programa. Sugeriu que eu entrasse na internet, visitasse os sites especializados e convocasse o rapazote que escolhesse. Pesquisei, escolhi um que me agradou e telefonei contratando os serviços do rapaz. Ele cobrou, na época, 200 reais.
A produção foi completa. Primeiro, eu e Nando nos hospedamos em um flat, em Moema. Nando ficaria num quarto, escondido, enquanto eu me divertiria sozinha com o moço. Uma câmera escondida registraria todo o encontro. Tudo rolou exatamente como imaginávamos -- o que não significa que tenha sido bom. Ele chegou, fez aquela cara de amante latino do tempo do cinema mudo e partiu para cima de mim fingindo um tesão exagerado. Sinceramente: nunca tive problemas para conseguir homens e, depois de ter transado com mais ou menos 200 caras diferentes ao longo de minha vida de solteira e de mulher swinger (um dia, darei o número exato), posso dizer que tenho uma experiência razoável e uma boa quilometragem. Conheço os machos da espécie. Portanto, digo com autoridade: esse profissional não me agradou. Se anunciava como bem-dotado e tudo o que eu posso dizer é: já vi maiores. Me tratava como se eu estivesse meses sem ver um pau e se preocupava mais em exibir bom desempenho e vigor do que em me agradar.
Às vezes dou risadas quando assisto à filmagem que fizemos naquela tarde (sim, foi num sábado à tarde.) O dispensei depois da primeira e convoquei o Nando para apagar o fogo que ficou aceso. Não tinha e continuo não tendo qualquer restrição moral a homens e mulheres que contratam pessoas para se satisfazer. Muito menos a quem se oferece para dar prazer em troca de dinheiro. Acho que dei azar. Ficamos de tentar de novo mas, confesso, essa idéia nunca mais foi ventilada entre nós.
Quem sabe um dia?
Não tenho nada contra garotos e garotas de programa, repito. Mas, às vezes, dependendo das circunstâncias, tenho nojo de quem os contrata. Uma coisa é ter uma relação mercantil com o sexo. A outra, sinceramente, é usar da possibilidade de contratação para tentar enganar os outros.
Nas casas de swing volta e meia aparece um babaca que, para se fingir de esperto, contrata uma garota de programa para se fazer passar por sua mulher ou sua namorada. Pensa que, assim, nos engana. Eu e minhas amigas os reconhecemos de longe e nem permitimos que se aproximem de nós. Eles vão para lá para tentar nos comer e oferecer as garotas profissionais a nossos maridos. Acho que não entendem o espírito do swing.
Quem entra nunca casa dessas não está atrás de sexo, mas de prazer. Dá para sacar a diferença?Swing é troca. É balanço, é movimento. É compatrilhar com outras pessoas aquilo que você tem de melhor. Prometo voltar a esse assunto qualquer dia desses.
Nenhum comentário:
Postar um comentário